31 October 2008

Até já...


Saí...já era noite profunda devido ao ínicio de outono.

Senti o frio da noite de outono como se fosse bom, como se fosse a última vez que ia sentir aquele frio, daquele lugar, porque não é um lugar qualquer, é um lugar onde sempre me senti em casa e onde tanta coisa vivi, passei e onde cresci como pessoa/profissional.

Olhei em frente e comecei a dar passadas sem convicção...como se cada passada a menos fosse dolorosamente perdida.

Observei aquela paisagem como se os meus olhos quisessem tirar uma fotografia, como se soubesse que aquele momento perduraria na minha memória. Vi aquelas luzes que se destacavam entre a paisagem, embora estivessem bem lá ao fundo...luzes dos sitios que eram uma amostra da cidade no meio daquela paisagem suburbana que fica a apenas a uns km do centro de lisboa.

Respirei fundo, sem fechar os olhos continuei a deliciar-me com a paisagem que nestes 2 anos e meio me acompanhou e não consegui conter umas lágrimas...porque há coisas que nos marcam...

E mesmo sabendo que não será um adeus para sempre, será um até já permanente que faz sentir saudades mesmo antes de ter razões para as ter.


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